Expectativa do PIB do Brasil é reduzida para 4% para 2012.

A noticia de hoje no cenário econômico, trata da queda na expectativa do crescimento do PIB do Brasil de 4,5% em 2012 para 4%, isso quer dizer que o Governo brasileiro reduz a meta de crescimento deste ano, já considerando um reflexo da crise financeira mundial. Apesar disso, essa redução é bem menor que alguns países sofrerão ao longo deste ano, como Africa do Sul que estama-se reduzir seu PIB por volta de 3 pontos percentuais, a Russi e o Canadá cerca de 2% e o Reino Unido algo em torno de 1,5%. O FMI afirma que o Brasil passará pela crise de maneira bem mais confortável que outros países, pois a economia mundial sofreu uma desaceleração nas suas economias através do consumo, por decorrência, a produção industrial, e para isso, algumas medidas foram tomadas pelo Governo brasileiro que podem minimizar esses impactos, por exemplo, a redução do IPI (Imposto sobre produtos Industrializados), isso torna produtos como Automóveis, eletrodométicos entre outros, mais baratos, mesmo assim, essa redução só será mantida até agosto deste anos, pois o ministro da economia Guido Mantega, afirma que o Brasil não necessitará de uma postergação, uma vez que a economia tende a se ajustar no segundo semestre desse ano. Deus Tomara.

Mudanças na Economia Brasileira, o que esperar?

Atualmente estamos passando por um período de turbulência no mercado financeiro, alta do dólar, queda da taxa dos juros base (SELIC), mudança nas regras da poupança, enfim, mudanças em todo cenário econômico brasileiro, além disso, grandes problemas em escala mundial como a crise européria (Zona do Euro), com a possibilidade da Grecia ficar fora do processo, enfim, o que isso pode interferir na vida do povo? Inicialmente falaremos sobre a alta do dólar, a moeda norte americana está valorizada no nosso país, e isso implica que os produtos brasileiros estarão mais baratos no mercado mundial, isso repercute, de forma direta, em mais exportações, com isso, um acréscimo no PIB (produto interno bruto), elevação nas reservas cambiais, mas principalmente para as empresas brasileiras que são exportadoras, pois terão esse acréscimo sem elevar seu preço, ou seja, sem gerar inflação. Com a baixa nas taxas de juros, como se sabe, barateia o crtedito, fazendo com que as empresas invistam e gerem empregos, e que por tabela, emprego gera renda e por sua vez, consumo, que é a base de tudo em um país. Por fim, com as novas regras da poupança, o que é melhor a fazer? Ainda é vantajoso para o pequeno poupador o investimento em poupança, pois não houve perda para eles, as regras são uma tentativa de deixar mais interessante essa modalidade, bem como tornar mais rentável, como disse, para os pequenos poupadores, em suma, mantenham seus recursos na poupança, para os que já tem.

O impacto da alta do dólar, a baixa dos juros e suas repercussões no mercado econômico brasileiro.

As noticias sobre a política econômica do Brasil vem tomando a maior parte dos veículos dos diversos tipos de mídias, porém as informações não são muito claras e explicativas. Por um lado bombardeia-se de dados estatísticos de resposta do mercado a baixa dos juros, em outro cenário, apresenta o dólar com uma elevação só vista desde 2011, ainda dados sobre o consumo norte-americano, crise na Grécia e Espanha, enfim, as informações são “jogadas” e se esquecem de um simples fato, nem todos são economistas.

Por isso iremos aqui, tentar elucidar algumas duvidas recorrentes e com isso, permitir que, pelo menos nosso leitor, possa entender alguns desses mitos para assim, estar a par de alguns acontecimentos, tanto nacionais como mundiais.

Dessa forma comecemos por explicar o que houve com os juros no Brasil, e o que ocorreu, em um outro momento, incluiremos a variável dólar e os impactos no mercado, pois este interfere diretamente no cenário mundial, e finalmente, como fica a situação do consumidor no que se refere a uma das piores variáveis do mercado, a inflação, pois estão diretamente conectados e causam impactos em todos os agentes econômicos, consumidor, industria e Governo.

JUROS – Começando pelos juros que trata-se da remuneração paga pelo uso do dinheiro, e no Brasil, chama-se de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), ou seja, é a taxa de juros oficial do país, nela se baseia na remuneração dos títulos públicos, empréstimos e o principal, os empréstimos realizados para o mercado, tanto o setor produtivo (empresas) como pelos consumidores, por isso é possível contrair ou expandir a economia de um país variando esta taxa. O Governo reduziu a taxa de juros do Brasil de 9,75% para 9%, essa pequena baixa tem uma grande repercussão, pois como dito antes, o valor do credito, ou seja, o dinheiros fica mais barato e incentiva a procura, essa política é chamada de expansionista, pois expande a economia com mais dinheiro no mercado, maiores investimentos das empresas que irão produzir mais e por isso tendem a contratar mais, gerando maior nível de renda e por sua vez, mais consumo, porém tem um problema, com a elevação do consumo, ou seja, a procura maior que a oferta, os preços tendem a se elevar, causando o bicho-papão chamado INFLAÇÃO, e para combater uma grande elevação na inflação, se faz o contrario, contrai o mercado com uma elevação nos juros, a SELIC, mas ate agora, pelo que estamos percebendo, ainda está sob o controle da equipe econômica.

DOLAR –  A variação do Dolar tem um funcionamento diferente da taxa de juros, mas tem impactos semelhantes na economia e no mercado. Após o tratado de Bretton Woods, determinou-se a moeda americana como padrão de comercio mundial, então todas as negociações mundiais entre países que pertencem a OMC (Organização Mundial do Comercio) são com a moeda norte-americana. O desempenho dessa moeda na economia brasileira depende no nível de transações entre o Brasil e outros países, pois como as Exportações propiciam a entrada de moeda estrangeira no país, e as Importações a saída, o saldo dessas transações determinam as Reservas Cambiais, e a importância desse saldo propicia ao país o poder de controle das cotações, ou seja, com as Exportações, entram Dolar no mercado causando excesso de oferta, e o preço assim, cai, e com as Importações, sai dólar, e quando há uma elevação nas Importações, a procura por moeda é maior, sendo assim, o preço sobe. Quando então, houver um grande desequilíbrio nessas oscilações, o /governo então intervem nesse mercado, comprando e vendendo a moeda norte-americana, ou seja, se o dólar tiver muito alto (procura maior que a oferta), o Banco Central entra no mercado e vende lotes de moeda, relevando a oferta e controlando seu preço, ou seja, reduzindo. E para o inverso ocorre o mesmo, quando o preço esta muito baixo, o Banco Central compra lotes de moeda estrangeira, elevando a demanda e elevando seu preço.

Mas o que isso repercute no nosso país, para o dólar muito alto, os preços dos produtos brasileiros o exteior fica mais barato e por sua vez, vende-se muito mais, ou seja, é melhor para as exportações, e quando o dólar está muito baixo, os preços dos produtos nacionais tornam-se mais caros, porém os preços dos produtos estrangeiros, ficam muito mais baratos, ate mais que os nacionais, quebrando assim a competitividade nacional.

Em resumo, quando se reduz a taxa de juros, temos maior atividade econômica e produtiva, e com isso o setor exportador também cresce, e proporciona a entrada de mais dólar  no mercado, e causando assim, um excesso de oferta de dólar e o preço cai, o Banco Central então, compra esse excedente, retirando moeda do mercado, e essa escassez eleva a demanda, e forçando a subiuda nos preços.

Essa gangorra maluca e complicada depende então de uma mudança governista e pulso forte em manter essas politcas, pois só assim é possível crescer com sustentabilidade.

Dólar aumenta e assusta mercado.

Na sexta feira passada uma noticia me chamou a atenção, os noticiários dão manchete ao dólar que passara a barreira dos R$ 1,90, e isso não tinha acontecido desde setembro de 2011, mas porque isso acontece tanto? Porque as variações acontecem?

Essas e outras duvidas estão ligadas a oscilação que a balança de pagamentos possui, ou seja, a diferença entre as IMPORTAÇÕES e as EXPORTAÇÕES do Brasil. As variáveis possuem suas referidas funções, pois quando se exporta, ou seja, se venda para o exterior, sai produto e entra moeda estrangeira, e quando se importa, ocorre o inverso, compra-se produtos estrangeiros, e sai moeda estrangeira, e no caso o dólar, e assim, gera um saldo de moeda estrangeiras, as RESERVAS CAMBIAIS, que se trata da quantidade de moeda estrangeira que existe no país.

Essas oscilações dependem no nível de oferta e demanda por moeda por parte do mercado, pois quando o setor produtivo deseja ou necessita adquirir bens e serviços no exterior, como por exemplo, maquinas, equipamentos, tecnologias, etc, e nesse caso a IMPORTAÇÃO, há então a necessidade desse setor demandar moeda estrangeira, e se houver maior procura do que oferta por dólar, então o preço sobe, isso pode demonstrar uma busca por produtos importados, tanto no setor produtivo como também por parte dos consumidores, apresentando assim um aquecimento na procura pelo famosos produtos importados.

Quando as EXPORTAÇÕES forem maiores que as IMPORTAÇÕES, ocorrerá maior entrada de moeda estrangeira e as Reservas Cambiais existentes no Brasil, será maior que a necessidade, ou seja, que a procura, dessa forma, quando se tem a oferta maior que a procura por qualquer coisa, o preço tende a cair.

A força que as Reservas Cambiais trazem para um País pode fazer a diferença em políticas econômicas como por exemplo, as políticas de redução de taxa de juros, visando uma maior liquidez para o mercado, dando suporte financeiro para esse embate mercadológico mundial.