O impacto da alta do dólar, a baixa dos juros e suas repercussões no mercado econômico brasileiro.

As noticias sobre a política econômica do Brasil vem tomando a maior parte dos veículos dos diversos tipos de mídias, porém as informações não são muito claras e explicativas. Por um lado bombardeia-se de dados estatísticos de resposta do mercado a baixa dos juros, em outro cenário, apresenta o dólar com uma elevação só vista desde 2011, ainda dados sobre o consumo norte-americano, crise na Grécia e Espanha, enfim, as informações são “jogadas” e se esquecem de um simples fato, nem todos são economistas.

Por isso iremos aqui, tentar elucidar algumas duvidas recorrentes e com isso, permitir que, pelo menos nosso leitor, possa entender alguns desses mitos para assim, estar a par de alguns acontecimentos, tanto nacionais como mundiais.

Dessa forma comecemos por explicar o que houve com os juros no Brasil, e o que ocorreu, em um outro momento, incluiremos a variável dólar e os impactos no mercado, pois este interfere diretamente no cenário mundial, e finalmente, como fica a situação do consumidor no que se refere a uma das piores variáveis do mercado, a inflação, pois estão diretamente conectados e causam impactos em todos os agentes econômicos, consumidor, industria e Governo.

JUROS – Começando pelos juros que trata-se da remuneração paga pelo uso do dinheiro, e no Brasil, chama-se de SELIC (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia), ou seja, é a taxa de juros oficial do país, nela se baseia na remuneração dos títulos públicos, empréstimos e o principal, os empréstimos realizados para o mercado, tanto o setor produtivo (empresas) como pelos consumidores, por isso é possível contrair ou expandir a economia de um país variando esta taxa. O Governo reduziu a taxa de juros do Brasil de 9,75% para 9%, essa pequena baixa tem uma grande repercussão, pois como dito antes, o valor do credito, ou seja, o dinheiros fica mais barato e incentiva a procura, essa política é chamada de expansionista, pois expande a economia com mais dinheiro no mercado, maiores investimentos das empresas que irão produzir mais e por isso tendem a contratar mais, gerando maior nível de renda e por sua vez, mais consumo, porém tem um problema, com a elevação do consumo, ou seja, a procura maior que a oferta, os preços tendem a se elevar, causando o bicho-papão chamado INFLAÇÃO, e para combater uma grande elevação na inflação, se faz o contrario, contrai o mercado com uma elevação nos juros, a SELIC, mas ate agora, pelo que estamos percebendo, ainda está sob o controle da equipe econômica.

DOLAR –  A variação do Dolar tem um funcionamento diferente da taxa de juros, mas tem impactos semelhantes na economia e no mercado. Após o tratado de Bretton Woods, determinou-se a moeda americana como padrão de comercio mundial, então todas as negociações mundiais entre países que pertencem a OMC (Organização Mundial do Comercio) são com a moeda norte-americana. O desempenho dessa moeda na economia brasileira depende no nível de transações entre o Brasil e outros países, pois como as Exportações propiciam a entrada de moeda estrangeira no país, e as Importações a saída, o saldo dessas transações determinam as Reservas Cambiais, e a importância desse saldo propicia ao país o poder de controle das cotações, ou seja, com as Exportações, entram Dolar no mercado causando excesso de oferta, e o preço assim, cai, e com as Importações, sai dólar, e quando há uma elevação nas Importações, a procura por moeda é maior, sendo assim, o preço sobe. Quando então, houver um grande desequilíbrio nessas oscilações, o /governo então intervem nesse mercado, comprando e vendendo a moeda norte-americana, ou seja, se o dólar tiver muito alto (procura maior que a oferta), o Banco Central entra no mercado e vende lotes de moeda, relevando a oferta e controlando seu preço, ou seja, reduzindo. E para o inverso ocorre o mesmo, quando o preço esta muito baixo, o Banco Central compra lotes de moeda estrangeira, elevando a demanda e elevando seu preço.

Mas o que isso repercute no nosso país, para o dólar muito alto, os preços dos produtos brasileiros o exteior fica mais barato e por sua vez, vende-se muito mais, ou seja, é melhor para as exportações, e quando o dólar está muito baixo, os preços dos produtos nacionais tornam-se mais caros, porém os preços dos produtos estrangeiros, ficam muito mais baratos, ate mais que os nacionais, quebrando assim a competitividade nacional.

Em resumo, quando se reduz a taxa de juros, temos maior atividade econômica e produtiva, e com isso o setor exportador também cresce, e proporciona a entrada de mais dólar  no mercado, e causando assim, um excesso de oferta de dólar e o preço cai, o Banco Central então, compra esse excedente, retirando moeda do mercado, e essa escassez eleva a demanda, e forçando a subiuda nos preços.

Essa gangorra maluca e complicada depende então de uma mudança governista e pulso forte em manter essas politcas, pois só assim é possível crescer com sustentabilidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>