A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um novo alerta para os riscos de utilizara alisantes capilares contendo substâncias proibidas, como o formol (ou formaldeído) e o ácido glioxílico. Segundo o comunicado publicado pela Anvisa, os alisantes irregulares podem causar diversos problemas de saúde: Irritações, queimaduras no couro cabeludo, coceira e alergias; Problemas respiratórios (tosse, falta de ar) devido à inalação de vapores, principalmente de formol; Riscos de longo prazo, como o potencial cancerígeno do formol.
Além disso, o uso prolongado pode levar a danos irreversíveis nos cabelos. Dentre eles, estão: Danos à parte interna do fio (córtex), com perda de queratina, reduzindo força e elasticidade. Degradação da camada externa (cutícula), aumentando a porosidade e o frizz, dificultando a retenção de água e nutrientes. Perda da oleosidade natural (lipídios), deixando os fios ressecados, sem brilho e vulneráveis a danos externos.
Combinação com descoloração aumenta a porosidade em até quatro vezes, resultando em cabelos quebradiços e com frizz. Desnaturação irreversível da queratina. “Verifiquem se o produto é regularizado junto à Anvisa; evitem produtos sem rótulo ou com promessas enganosas; sigam corretamente as instruções de uso; e fiquem atento a sinais como coceira, ardência ou dificuldades respiratórias”, informa a agência.
Produtos regularizados
Alisantes capilares são cosméticos destinados a alisar ou relaxar os fios, como em escovas progressivas, relaxamentos ou permanentes. Produtos regulares utilizam ingredientes ativos permitidos pela Anvisa. São eles: Ácido tioglicólico e seus sais; Ésteres do ácido tioglicólico; Hidróxidos de sódio, potássio, lítio ou cálcio; Sulfitos e bissulfitos inorgânicos; e Pirogalol e ácido tiolático. “Atualmente, o formol é permitido em produtos cosméticos no Brasil apenas como conservante, em concentrações muito baixas (até 0,2%), e como endurecedor de unhas, em concentrações de até 5%”, diz a autarquia, em nota.
