Durante os dias de eleição para a escolha do novo papa, cardeais de diferentes partes do mundo se reúnem em um processo fechado e altamente sigiloso, conhecido como Conclave. Realizado dentro do Vaticano, esse ritual milenar é conduzido em uma área isolada chamada “zona de Conclave”, onde os cardeais fazem um juramento de absoluto segredo sobre o processo eleitoral.
Atualmente, 135 cardeais com menos de 80 anos estão aptos a participar da votação, incluindo sete brasileiros. São eles:
- Leonardo Ulrich Steiner, arcebispo de Manaus (74 anos)
- João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília (77 anos)
- Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília (57 anos)
- Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (74 anos)
- Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo (75 anos)
- Jaime Spengler, presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre (64 anos)
- Sérgio da Rocha, Primaz do Brasil e arcebispo de Salvador (65 anos)
Durante o Conclave, todos os cardeais eleitores ficam completamente isolados do mundo exterior. O uso de telefones, acesso a jornais ou qualquer forma de comunicação externa é proibido. Essas medidas visam preservar a independência da votação, evitando influências externas.
As sessões de votação ocorrem na Capela Sistina, em um ambiente reservado. Para que um cardeal seja eleito papa, é necessário obter dois terços dos votos — os quais são secretos e incinerados após cada apuração, como forma de manter a confidencialidade. Diariamente, podem ocorrer até quatro votações: duas pela manhã e duas à tarde.
Se, após três dias, nenhum candidato atingir o número necessário de votos, há uma pausa de 24 horas dedicada a reflexões e orações. Caso novas rodadas ainda não resultem em um consenso, o processo prevê um “segundo turno”: os dois cardeais mais votados passam a ser os únicos elegíveis, mas a exigência dos dois terços permanece.
Uma vez eleito, o cardeal é consultado sobre a aceitação do cargo. Com a resposta afirmativa, ele escolhe um nome papal e é conduzido à chamada “Sala das Lágrimas”, onde veste os trajes reservados ao novo líder da Igreja Católica.
A cerimônia se encerra com o anúncio oficial ao público que aguarda na Praça de São Pedro. O novo papa é apresentado ao mundo a partir da sacada da Basílica, quando é proclamada a tradicional frase em latim: “Habemus Papam” — “Temos um Papa”
